Pare o mundo, pois Scola chegou

Olá, monstro! (El Mundo del esporte)

Muitos vão achar inusitado um título destes, mas convido todos a lerem esta crônica com o coração aberto, se não gostarem devolvo o seu dinheiro. Não vou escrever sobre estatisticas, como vai ficar o time, como foi a troca e sim sobre como vejo Scola.

Acredito que a minha paixão por basquete começou no fantástico dia 27/08/2004, não era muito inteirado no assunto, conhecia apenas o grande favoritismo dos Estados Unidos por conta de Jordan e companhia, não tem como condenar uma mente ainda em formação que nunca tinha tido acesso a basquete antes daquelas olimpíadas de Atenas. Voltando ao dia e a justificativa pelo meu texto, para quem não se lembra no dia 27 de Agosto de 2004 foi o dia que a Argentina surpreendeu o mundo ao vencer os Estados Unidos, fato único, inédito! Naquele dia comecei amar basquete, acompanhar basquete e junto com esse amor que nasceu no dia, nasceu também uma admiração imensa por Manu Ginóbili e Luis Scola, esse segundo que é o tema deste texto especial para mim. Scola nem foi tão genial como foi na final, porém lembro de admirar alguns lances que realizou e conquistou o jovem brasileiro (que ironia né? começar gostar de basquete por conta de um argentino), naquele dia Manu foi demais assim como foi a Olimpíadas inteira, Scola foi simpático mas decisivo. Fim de jogo, Argentina passa pelos Estados Unidos e eu fico abismado com o que tinha acabado de ver e soube desde sempre que tinha visto a história acontecer, junto a essa copada, cresceu a minha curiosidade em ver a final das Olimpiadas contra a Itália. Mais uma vez minha mente em formação acreditava que a Itália tinha melhor time e por isso resolvi torcer para os hermanos novamente, e nesse jogo de fato nasceu a grande admiração que tenho por Luis Scola, 25 pontos, 11 rebotes e um ídolo pequeno a mais no mundo, Parabéns Scola me conquistou, levou um fã a mais para o basquete.

Voltando, esses jogos, aquele dia 27 me fizeram amar basquete e a partir daquele dia comecei a me inteirar mais sobre o assunto, a internet não era uma ferramente de fácil acesso para mim naquele tempo, portanto demorei um pouco para entender tudo que entendo hoje, pois jogos, boxscores eram coisas raras que eu assistia e olhava quando estava na residência de meu primo Guilherme Tadeu hoje no Basketeria que considero um padrinho por ensinar o que sei de basquete e o que acompanhar. (e tenho muito e muito a aprender).

Como todo jovem bobo, queria acompanhar a beça a NBA e escolhi um time não tão falado como Lakers, Bulls, Celtics e sim um time diferente que escolhi para torcer quando vi Nets vs Pacers na rede tv! Infelizmente não vou lembrar a data disto, mas lembro de algumas cenas, pronto a partir daquele dia eu era torcedor do Pacers. Ao longo do tempo fui me aprofundando mais no assunto e uma duvida um dia pairou na minha cabeça:

“Porque Scola não está jogando na NBA?”

Minha memória não é tão boa para relembrar de outra data, mas tenho uma quase certeza que quando me perguntei sobre isso, Scola estava no Tau Ceramica. Fiquei sem entender por muito tempo o porque dele não estar lá entre os melhores do mundo, fato que foi facilmente explicado por Guilherme novamente, bang! eu estava um pouco mais por dentro do assunto.

3 anos depois tenho a notícia que Luis tinha ido para a NBA, em 2007 minha condição de encontrar internet para acompanhar era um pouco melhor, junto a isso some uns joguinhos na ESPN, canasta! estava mais ainda por dentro. Scola acerta contrato de 5 anos com Houston Rockets e essa franquia passaria a ser uma das que eu mais acompanhei, pois já tinha Yao, e agora o idolo Scola. Confesso que não assisti assiduamente as primeiras temporadas, mas sempre via vídeos de Scola, Kobe, Lebron e por ai vai, porém em 2009-2010 a minha vida de basquete mudou completamente, acompanhava quase diariamente, conseguia ver jogos pelos Streams, estava viciado ao mundo! Torcia pra Car*** pelo Pacers e claro, por Scola e sempre sonhava ” Po, quando esse argentino vai vestir essa camisa? Será que nunca vou ver ele ou Manu aqui?” Foi ai que na noite de 26/07/2013 um dos sonhos no lado esportivo se realizou! Cacete! vou ver Scola com a camisa do Pacers, vou ver aquelas jogadas de low-post e ficar louco com aquilo mais ainda por estar jogando para o Pacers, vou gritar pra burro! Nem ligava para o que estavam mandando, queria mais ver o argentino que ajudou ao lado de outro argentino a me fazer amar basquete. Um dos dias mais felizes na minha caminhada junto ao Pacers.

Mas e agora? Scola não é o mesmo menino de 2004, 2007, 2010 porém ainda é um monstro na área pintada, é um monstro na sua inteligência, talvez não tão agil antes, mas nem por isso está lento, sinceramente prevejo uma grande emoção nos jogos e ainda mais jogos para assistir pelo Pacers, estou feliz! Talvez o torcedor mais feliz do mundo neste dia! Parei meu mundo, pois Scola chegou!

Bem-vindo monstro! Idolo!

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Sobre kaiquedomingues

Amante da bola pesada que nem é tão pesada hoje em dia! Aspirante a treinador e a blogueiro do assunto.
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3 respostas para Pare o mundo, pois Scola chegou

  1. fabiohamza disse:

    Posso dizer, meu caro, que também me apaixonei por aquele time da argentina de 2004 que além de Manu e Scola ainda contava com Delfino, Oberto e Nocioni. E sim, virei fã de Scola e de Manu. Mas minha paixão pelos Pacers começou muito antes, na época da NBA pela BAND onde assisti uns jogos da grande final entre Pacers e Lakers e nessa época ainda não tinha noção de quais times eram fortes na liga. Já tinha ouvido falar dos Bulls de Jordan e o excentrico Dennis Rodman, mas isso já fazia parte (na minha mente àquela época) de um passado distante.

    Mas em se falando de Pacers, naquela época dava-se inicio um fanatismo, do que, até hoje, é meu maior ídolo no basquete, Reggie Miller (http://www.youtube.com/watch?v=MgJ_MZWg3iw). -Vale a pena assistir o vídeo linkado pelo menos umas 10 vezes ao dia. –

    Desde que meu ídolo se aposentou e me fez chorar como criança (http://www.youtube.com/watch?v=_Cq8OS7lexQ , repare na expressão de todos presentes naquele ginásio ) fiquei carente de ídolos no meu time de coração, que aliás, passou por um longo período de uma reconstrução dolorosa.

    Esta geração atual de Indiana trouxe de volta o orgulho para seus fãs. HIll, George, Granger, West, Hibbert, Stephenson…..o recém saído Hansbrough…..honram esta camisa e me fazem sentir como na época do grande RG31.

    Com a chegada de Scola vejo o time ganhando mais identidade ainda comigo. E sim, meu caro, nossos sentimentos de alegria ao ver este grande Argentino com esta camisa são muito parecidos.

    Desculpe eu ter me alongado, mas fiquei com vontade de escrever tb

  2. fabiohamza disse:

    Analisando taticamente:

    Agora com a contratação do Scola e supondo que Granger jogará…… o time vai ficar demais….

    QUem iria pro banco para a volta do Granger ? Stephenson ou West ? ?

    No caso de Stephenson, o George iria pra SG e Granger seria SF, mantendo o garrafão vitorioso da última temporada.

    Em saindo West para o banco as posições PG, SG e SF ficariam inalteradas e o time manteria as características, sendo que nesse caso, Scola possivelmente seria utilizado como C reserva do Hibbert, deslocando Mahinmi para terceiro pivô do time, o que não concordo. Mas indiscutivelmente o West seria a primeira opção para entrar na posição PF.

    De qualquer forma isso é uma boa dor de cabeça que Frank Vogel terá que resolver. Pois o Indiana corrigiu o que faltou nas duas últimas temporadas que foi a qualidade vinda do banco de reservas. O time manteve o quinteto titular e adquiriu jogadores com mais potencial para acrescentar do que tinhamos. CJ Watson é melhor que DJ Augustin, Copeland é uma opção que nao tinhamos, pois Green e Sam Young nao corresponderam. E Scola….hmmm o Scola… é mais jogador que Psycho T disparado.

    Estou animado. Mas anota ae. Os jovens Pendergraph e Miles Plumlee ainda vão ser bons jogadores na liga. Talvez em longo prazo o time possa sentir a falta destes jovens.

  3. Lucas disse:

    Belo texto Kaique! O Scola é um jogador diferente de tudo o que a gente vê na NBA e até no basquete mesmo. Excelente trabalho de pernas, jogo no poste baixo com um milhão de recursos mas que não tem o mesmo poderio físico da média da NBA. Agora próximo do fim da carreira, será um coadjuvante de luxo do banco do Indiana e que mostrará em alguns jogos toda sua técnica monstruosa. Vai ajudar demais!

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